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E então descobri algo interessante: querem fazer nossa mente escrava! PDF Imprimir E-mail
Reability   
20 de novembro de 2008

Uma mensagem para “tocar profundamente a alma”, tentando nos fazer crer que os bancos estão solidários com nosso “clamor” por solução de conflito.

Por Marise Fátima Andreatta
Essa semana ao assistir o noticiário da tv, durante o intervalo, ouvi e vi uma propaganda, e, diga-se de passagem, uma excelente propaganda de um determinado banco. Entretanto, a propaganda me chamou muito a atenção, por causa da estratégia usada para “atrair os mais desavisados”.

Uma mensagem para “tocar profundamente a alma”, tentando nos fazer crer que os bancos estão solidários com nosso “clamor” por solução de conflito, seja através da expectativa de futuro promissor por crédito bancário, solução de dívida, e ou solução de vida abundante, desprovida de problema financeiro.

E então descobri algo interessante: Querem escravizar nossa mente! E isso é muito sério, é como ser um homem livre numa sociedade democrática, mas permanecer escravo de uma situação porque somos convencidos, comandados por uma voz “mansa”, que nos sugere uma necessidade, e, um

padrão de vida pré-estabelecido, e garante que resolve todo o problema financeiro, mas sabemos muito bem que não é assim que funciona.

Essa “necessidade criada” nos mantém reféns de juros, e mais juros de cheque especial, cartão de crédito, financiamentos, empréstimos, e, cedemos aos apelos muito atrativos, da voz dominadora, que nos sugere que realmente precisamos “de certas coisas para viver”, cheque pré, cartão, facilidades e mais facilidades, etc e tal, na verdade um engano, uma ilusão que não se desfaz, porque a mente, o pensamento, e a própria vontade está escrava, dependente.

E para ter certeza do que estou comentando, fui ás lojas numa tentativa de comprar a vista, não queriam me conceder desconto, e, em algumas lojas essa possibilidade nem sequer foi oferecida por nenhum dos vendedores, “fui encarada como um ser estranho no ninho”, como se estivesse propondo algo duvidoso, e, então a pergunta era sempre a mesma: Porque não compra no cartão de crédito ou no cheque? Eu disse: quero comprar a vista. Mas a pergunta permanecia: Você não tem cartão de crédito? Não tem cheque?

Mas o que mais me chamou atenção é que para comprar a prazo, se fosse o caso, precisava de uma referência de algum banco, e de outra loja, então descobri algo interessante que a minha palavra, e meu nome livre de restrições não basta, preciso que um “banco” diga “que eu existo”.

E então percebi que o mundo está contaminado com um padrão sugerido, nossa mente contaminada com um padrão imposto por uma sociedade que impõem um padrão de vida que não podemos pagar, mas quando nos tornamos endividados, escravos, ninguém aparece para nos libertar, e ficamos aflitos, angustiados, desesperados, e “com um grande problema nas mãos, e dessa vez, claro, sem o sorriso do gerente do banco, aquele que aparecia na propaganda”, oferecendo solução fácil para os problemas.

E então sempre que vejo alguém aflito por problemas financeiros, tento lembrar daquele imenso sorriso da família feliz divulgado pela propaganda do banco, e descobri que isso só funciona quando “tudo vai bem”, mas onde está mesmo a propaganda que oferecia vantagens, e mais vantagens e soluções imediatas para os problemas financeiros?

É gerada uma necessidade, e criada uma expectativa de que “não precisa pagar a conta, pois o banco paga”, ou então “você precisa o crédito certo”, uma escravidão que nos faz retornar a buscar os serviços bancários, cartão de crédito, financiamentos, empréstimos, mesmo após as amargas experiências de constrangimento, humilhação, e escravidão de dívida.

E então buscamos auxilio efetivo do gerente do banco, para resolver nosso problema, aquele mesmo que em meio a muitos sorrisos abriu a conta corrente no banco para nós, ouvimos, porém, que a melhor opção é renegociar sua dívida, e então percebi algo interessante, que isso é mais uma armadilha para permanecer endividado.

E pior que isso, é então ouvir a ameaça do agiota, ou ouvir aqueles infindáveis telefonemas “mal educados”, dos funcionários das financeiras, que fazem um “verdadeiro terrorismo” com o devedor, causando um desgaste emocional imenso, e stress pela pressão sofrida, cobrando a divida todo momento, no local de trabalho, no horário do almoço, cobrando a dívida de outros membros da família, expondo o devedor ao ridículo, isso é ilegal, e nosso Código do Consumidor nos ampara nesses casos específicos. Todo esse constrangimento é ilegal.

Mas então surge a pergunta: Qual é a característica da mente escrava: É o desejo, ou a necessidade de retornar ao lugar da escravidão!

Quando você atrasa um pagamento, por algum motivo, seja desemprego, imprevisto, (porque aqui não estou nem cogitando as pessoas de má fé, que fazem negócios sem a preocupação de pagar depois), você é humilhado, constrangido, no trabalho, em casa, diante dos filhos, seu telefone toca toda a hora, não tem mais sossego, mas retorna porque realmente acredita que a solução ainda é “eles que irão te conceder”.

E olha, como diz um leitor: Coisa difícil é ser honesto, e, atrasar um pagamento por causa de um imprevisto! A pressão é horrível, e então o individuo de boa fé procura o banco e descobre afinal algo interessante: Que está sozinho para resolver os problemas!.

Mas, então você se esforça, tira o nome do protesto, paga as dívidas, os empréstimos pessoais, ajuíza ação para ter seu direito garantido com revisional de contrato bancário, pede que o juiz conceda a retirada do nome do spc, serasa, etc, e tal, e isso leva um tempo, mas quando está livre, o primeiro ato é buscar novamente o serviço bancário, as compras com parcelas infindáveis e com juros também infindáveis, sem ter conhecimento do que lhe reserva o dia de amanhã, isso é escravidão da mente.

Existe duas escolhas: ou volta a escravidão, ou liberta sua mente e vontade pelo conhecimento, e, pela amarga experiência sofrida, e resiste a tentação, e começa a comprar a vista, e, claro, não esqueça de exigir o desconto, que é seu direito.

Rejeite o cartão de crédito que chega até tua residência, exercite a paciência e reserve seu dinheiro para comprar o carro à vista, demora muito? Sim, eu sei, afinal “nossos salários” não são suficientes nem para as despesas mensais.

E para concluir fui a várias financeiras, e pesquisei muito, por exemplo, se você compra um carro de 23.000,00 para pagar em 72 vezes, sendo 100% financiado, sabe quanto vai pagar ao final dos 72 meses: R$ 44.568,00. Você pode pagar isso?? Se não sabe esperar, pelo menos já de antemão tenha conhecimento que precisa planejar, senão esse caminho significa muito aborrecimento, e, nem pense em atrasar seu financiamento, se não ele se torna impagável.

E então descobri algo interessante: Se não tenho renda suficiente para comprovar, para adquirir o carro que quero “muitos” oferecem uma segunda opção: “criamos para você um documento pra comprovar mais renda”. Minha pergunta foi: como assim? No meu imposto de renda declaro tanto! Mas calmamente alguns funcionários me esclareceram: “mas nós damos um jeito pra tudo”!

Nós sofremos a pressão dos lojistas, comerciantes, empresários, banqueiros, financeiras que dizem: “compre hoje, e, comece a pagar daqui a três meses”, “troque seu celular”, “você precisa comprar”, “você precisa ter”, “faça agora, faça”, mas assim que geram a necessidade, vem o “laço”, se cair está preso, e saberá exatamente o que estou comentando.

E então, acredite descobri algo interessante: que você pode dizer não, e parar definitivamente de comprar naquele estabelecimento, banco, financeira, e procurar o que é melhor para você, e criar seu próprio padrão de vida, então você pode dizer, mas isso não tem jeito, não é tão fácil assim, e, então lembrei algo interessante: que esse País até tirou presidente do seu posto.

Acaso, não poderíamos nos reverter a situação de juros nesse País? Talvez sim, talvez não, porque tem muita gente ganhando com isso, e, então mais interessante fingir que não sabe, não viu, ou que é assim mesmo, mas você pode ser diferente, pelo menos pode se libertar desse problema.

Os bancos e financeiras veiculam propagandas induzindo ao erro, gerando cada vez mais “pessoas irresponsáveis, e levianas com seus atos”.

Mas, então você poderia perguntar, agora tenho direitos e mais direitos, e estou cheio de razão, posso tudo, e então lembrei algo interessante: você tem vários deveres também.

Você precisa rever suas atitudes, “controlar a cobiça dos olhos – que quer ter tudo o que vê, e a soberba da vida – que é o orgulho, e a vaidade de ter”, e, começar a aprender a administrar, a dizer não, ter domínio de si, e não cometer mais os erros já cometidos.

E se já está endividado, agora precisa exercitar a serenidade de pensamento, que tranqüiliza a alma aflita, e, descrevo alma no sentido de pensamento, emoção, vontade, e sentimentos, porque se permanecer com todo esse conflito interno, sentimento de culpa, e queixumes, e acusações e mais acusações à esposa, ao marido, aos filhos e amigos pela sua falta de prudência, ou falta de administração, ou simplesmente pela falta de não saber dizer não, unida á falta de conhecimento, irá cometer mais atos precipitados e mais problemas como conseqüência.

A solução virá, porém, algumas conseqüências de imprevistos, ou de atos impensados, e precipitados, não se resolvem da noite para o dia.

Sempre ouço as pessoas comentarem: “Precisamos de atitude!”, “hoje em dia temos que ter atitudes!” Porém, não devemos esquecer que uma atitude, desprovida de conhecimento, e de sabedoria para agir é só mais um ato precipitado. E um ato impensado significa mais problema.

A mente só pode ser renovada por um novo conhecimento adquirido, por princípios corretos, e princípios não são hábitos, nem costumes, nem conceitos que diferem de uma pessoa para a outra, princípios são verdades imutáveis, quer você viva e pratique ou não.

E então descobri algo interessante: Que para ter conhecimento de quais princípios me tornam bem sucedidos, preciso me sujeitar a aprender, mesmo sabendo muito, e, isso exige alterar hábitos, conceitos e comportamentos adquiridos.

E então descobri algo interessante: que você pode até desprezar todo o ensino, e permanecer exatamente como está por não colocar em prática os conselhos ensinados, pois isso exige mudança, sua também, não somente dos outros, daqueles aos quais você emprestou dinheiro, cheque, o nome, e os quais lhe causaram muitos danos e prejuízos, e talvez você não tenha nem forças, ou não queira se esforçar para mudar.

E então descobri que existem muitas pessoas que experimentam o fracasso, mas permanecem no fracasso porque não despertaram que precisa se esforçar, ter bom ânimo para recomeçar, para ser bem sucedido.

Permanecer num estado de indignação com a situação injusta, reclamar, se queixar, não resolve seu problema, só vai tumultuar seu pensamento; falar palavras vãs, ficar irado, e mal humorado, também não resolvem seus problemas, vai somente piorar bastante seus relacionamentos.

Desde que o mundo é mundo, sempre houve alguém que quis levar vantagem, e conseguiu êxito nisso, mas a pergunta é porque consegue? Porque alguém aceita, e permite que isso aconteça.

E então descobri algo interessante: Que você deve exercitar a prudência na sua vida, porque “dinheiro fácil”, sem um preço alto no final, eu particularmente desconheço.

E mais, lembrando, tenha conhecimento que sempre que empenhar seu nome como garantia, está se comprometendo a pagar, caso o “seu amigo ou parente, ou estranho” não pague. E saber que depois que está feito o negócio está enredado pelas suas palavras, e isso significa “angústia”, no mínimo.

E descobri algo interessante: Que sair das dívidas é plenamente possível porque conheço em particular, pelo menos uma pessoa, que experimentou todo esse sofrimento e aprendeu que o caminho da vitória é pelo esforço, e pela fé em Deus, que é maravilhoso conselheiro, e tem princípios para nortear a vida do ser humano, mas para isso precisa ouvir conselho, porque a escravidão faz parte do mal que assola essa humanidade.

E descobri algo interessante: Que o maior erro do ser humano é falta de conhecimento, de praticar efetivamente o conhecimento para resolver todos os seus conflitos. Erramos porque não temos conhecimento, nem sabedoria para agir, e, sabedoria significa ter discernimento, uma percepção diferente da vida para colocar em prática o que aprendeu.

E descobri algo interessante: Como é fácil errar novamente, basta esquecer de “vigiar” seu próprio comportamento.

Vencer é possível, superar os obstáculos e impedimentos é possível, porém, precisa exercitar o bom ânimo para prosseguir, não cometendo mais o mesmo erro. Assim, certamente será bem sucedido no que realizar!

Fonte: www.endividado.com.br

Base de dados: Reability

 
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