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Reability   
14 de março de 2009

Por Marcos Antonyo Lima
Badu, Barrico, Balun, Babu, Ico, Jijo, Neo e Zóio, esses são os nomes deles, os novos astros infantis criados e treinados para praticar indução psicológica de consumo financeiro nas nossas crianças, “os monstrinhos poupançudos”, filhos da criatividade da Caixa Econômica Federal, que se esconde na fachada de banco social, mas, na verdade não passa de um monstro financeiro que nos esfola vivos até que sangremos e agonizamos financeiramente, e digo isso, com grande conhecimento de causa, pois já fui vitimado por esse banco tirânico e maldoso, com quem amarguei batalha, que durou seis anos, travada na esfera comercial e jurídica, finalizada apenas, quando o levei a sentar no banco dos réus, de um tribunal federal de São Paulo.

A Caixa Econômica Federal desde cedo já quer manter controle psicológico sobre seus clientes, quando através de uma indução psicológica tirânica e criminosa, quer envolver nossas crianças, filhos e netos, com a sua mentirosa e falaciosa propaganda, quando tenta através da simpatia artificial dos seus “monstrinhos poupançudos”, impor a lei do canto da sereia, fria e perversa, na mente inocente dos futuros correntistas de contas correntes e usuários de cheques especiais, no cenário consumista brasileiro.

A Caixa sabe muito bem que toda criança juridicamente é inabilitada e nada pode fazer sem o aval e participação dos seus pais, mas, na desculpa de incentivar a prática de poupar às nossas crianças, criou e apresenta na mídia o teatro protagonizado pelos bonecos poupançudos, e em pleno horário nobre na TV, desenvolve prática abusiva aos olhos de toda a Nação, contrariando o Artigo 39º Incisos I e IV do CDC, praticando crime de “venda casada”, ao condicionar aquisição de um “monstrinho poupançudo” à abertura de uma conta poupança com depósito inicial de 50 reais, dinheiro esse, que se efetuada a operação, sairá do bolso dos pais, que pressionados em atender o desejo das crianças que foram induzidas sob a força do apelo de consumo da Caixa na mídia, se tornam indiretamente vítimas desse banco, que acaba engordando seus cofres, com mais esse abuso descabido, com cara de ingênuo.

Com essa prática criminosa, a Caixa ainda leva o troco de ficar simpática aos olhos das crianças, que ao se tornarem adultas, por terem assistido repetidamente durante toda infância e adolescência técnicas unilaterais de indução psicológica, estão com isso, sujeitas a serem clientes da Caixa em potencial ao se tornarem adultas.

Mas a Caixa não é a primeira nem será a última, e cada banco faz uso de uma pilantragem específica, e já existe o banco protetor da camada de ozônio, defensor da natureza e da Amazônia, advogado do planeta, patrono da vida do cidadão e padroeiro do seu dia a dia, banco que nem parece banco, entre outras abusividades absurdas, onde eles tentam a qualquer custo se associar a um símbolo, ou idéia popular, e até, à “cores” para induzir e convencer as pessoas de maneira tirânica a ficarem presas às suas garras, para assim, mais facilmente, estas serem escravizadas e sugadas até o bagaço, - e o que é mais triste em tudo isso, é que esse show se passa em teatro colorido e enormes telas com qualidade de HDTV, e com som estéreo para todos os cidadãos e autoridades aplaudirem acomodados na intimidade dos sofás das suas salas de tv, a essas práticas abusivas e insolentes da Caixa, como se fossem receitas mágicas dos gênios do marketing moderno, merecedores, para muitos, até de troféus, por reconhecimento à criatividade suprema, a serviço da falta de ética e de bons costumes sociais, uma vez que, esses apelos comerciais invadem o seio da família brasileira, sem pedir licença, agredindo a doutrina cultivada por cada uma, para convencer suas crianças a adquirir um boneco ao preço de 50 reais.

A Caixa não mede esforços nem recursos para induzir seus atuais e futuros clientes ao consumo, e mesmo sendo classificada como banco social, sua ganância desenfreada não difere dos demais bancos na captação de lucros, e partindo do ângulo pessoal de visão, entendo ser esta, uma prática criminosa desenvolvida pela Caixa, que não afixa respeito, se quer, às regras de controle de natalidade, abusando até do direito de criar monstrinhos, registrando oito de uma só vez, quando não deveria criar nenhum para este fim, e por conta disso, esses fantasmas deveriam ser tirados de circulação pelo Ministério da Justiça, por contrariar o código de ética da Caixa, o Código de Defesa do Consumidor, e ainda, por manchar a fachada de um banco social, controlado pelo Governo Federal, antes que a presença desses, cause pesadelos nos nossos pequenos consumidores, que ainda não possuem disponibilizados, minis tribunais para discutir seus atritos nas relações de consumo, nem tão pouco, discernimento para perceber que os simpáticos monstrinhos, não passam de filhotes mascarados, a serviço da mãe loba malvada.

Esses novos astros do horário nobre da atual campanha milionária de marketing da Caixa, que estão incumbidos de atrair as criancinhas, e pais que se deixam enganar, para atender o forte apelo comercial, para abrir uma conta poupança na Caixa, apenas para com isso levar um desses bonecos para casa, não passam de símbolos de um monstro verdadeiro ganancioso e perverso, com práticas viciosas em proporções pré-históricas que se esconde atrás da fachada de banco social, mas, na verdade, é mais um banco comum que submete a sociedade à mesma escravidão financeira perpetuada pela maioria dos bancos comerciais brasileiros, que compõem uma alcatéia financeira, sempre disposta a engolir tudo que possua o aroma de dinheiro alheio.

Fonte: www.endividado.com.br

Base de dados: www.reability.com.br

 
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