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Bancos, juízes e diversão! Êta jurinho bão! PDF Imprimir E-mail
Lisandro Moraes   
27 de abril de 2007
Os bancos financiam o feriado de 7 de setembro, em resort de luxo, com tudo do bom e do melhor, para a cúpula do Judiciário brasileiro. "Para que os juízes possam entender como funcionam os juros no Brasil", explica a Federação Brasileira de Bancos.

É verdade, não estou inventando! Foi publicado no Jornal Folha de São Paulo! E não é a primeira vez que isso acontece! (E, provavelmente, não será a última)

Pois é! Esses juízes que foram confraternizar à beira-mar, as custas do dinheiro dos bancos, são os mesmos que julgam, nos processos, se os juros de 8,5% cobrado no seu cheque especial, ou os juros de 14,90% mensais cobrado no seu cartão de crédito, ou aquele jurinho de 400% ao ano cobrado no seu empréstimo pessoal são abusivos ou não.
E tem mais: Por incrível que pareça, normalmente, são os mesmos juízes que dizem, em seus julgamentos que, embora os juros sejam de 400% ao ano, “o consumidor não demonstrou que os juros cobrados são abusivos, pois estão dentro da média de mercado” (?).

Meu Deus! Se cobrar 400% de juros por ano não é abusivo, o que será? O rendimento da poupança que é de 0,6% ao mês? O aumento salarial do trabalhador que fica, em média, entre 5% e 15% ao ano?

Na verdade isso até poderia ser considerado abusivo – Contra o cidadão brasileiro, é claro!

Que média de mercado é essa, quando a inflação no Brasil é de menos de 5% ao ano e a taxa SELIC é de pouco mais de 1% ao mês?

Ora, será que não vêem que o povo virou escravo dos juros? Que não trabalha mais para adquirir bens, mas trabalha apenas para pagar juros?

Milhões e milhões de pessoas deixam de adquirir bens necessários para suas famílias porque precisam quitar o “mínimo” da fatura do cartão, que está atrasado, os juros do cheque especial, o financiamento, o empréstimo, o CDC, etc. (Sem falar no fato de ter que aguentar aqueles telefonemas mal educados, dia e noite, cobrando o pagamento, ameaçando mandar o nome para o SPC e SERASA, ameaçando tirar os bens, etc)

Mas a desigualdade social diminuiu, dirão alguns. Claro! Estão todos mais pobres, nosso dinheiro vai para os bancos, e não é para poupança, é para pagar juros, e juros sobre os juros, e multa por atraso, e taxas, e encargos financeiros e todos os tipos de cobranças com os mais diferentes códigos e nomes que eles possam inventar para cobrar mais.

E não é só isso! As famílias estão perdendo seus bens, tem que vender seus carros, suas casas, seus móveis para tentar saciar a ganância dos bancos.

Será que a Justiça não vê isso?

A quem mais recorrer então, se os juízes estão à beira-mar tomando sol e drinques com os banqueiros?

É triste, mas é verdade. Saiu no jornal!
 
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